Anvisa determina apreensão de lote falsificado de Mounjaro e faz alerta aos consumidores
Caneta utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade está proibida de ser comercializada, distribuída ou utilizada quando pertencente ao lote falsificado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (30), a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro (tirzepatida), utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente prescrito para o controle da obesidade.
A medida foi adotada após a fabricante responsável pelo registro do medicamento identificar produtos com características diferentes das originais, levantando fortes indícios de falsificação.

Com a decisão, o lote identificado está proibido de ser comercializado, distribuído, fabricado, divulgado ou utilizado em todo o território nacional. A Anvisa orienta pacientes, profissionais de saúde e estabelecimentos farmacêuticos a verificarem atentamente a embalagem, o número do lote e a procedência do medicamento antes da utilização.
Segundo a agência, medicamentos adquiridos fora de farmácias e estabelecimentos autorizados apresentam elevado risco à saúde, já que podem conter substâncias desconhecidas, doses incorretas ou até mesmo não possuir o princípio ativo informado na embalagem.
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O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, tornou-se um dos medicamentos mais procurados nos últimos meses, principalmente devido aos resultados relacionados à perda de peso. No entanto, a Anvisa alerta que o uso de produtos falsificados pode provocar efeitos adversos graves, comprometer o tratamento e colocar a vida do paciente em risco.
Esta não é a primeira ocorrência. Em julho, a Anvisa já havia determinado a apreensão de outros lotes falsificados do medicamento, após identificar irregularidades como números de série incompatíveis, dispositivos diferentes dos originais e erros de grafia nas embalagens.
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O que fazer em caso de suspeita
Caso haja suspeita de falsificação, a orientação da Anvisa é:
- Não utilizar o medicamento;
- Guardar a embalagem e a nota fiscal, se houver;
- Procurar orientação médica ou farmacêutica;
- Registrar uma denúncia pelos canais oficiais da Anvisa.
A agência reforça que a melhor forma de evitar riscos é adquirir o medicamento exclusivamente em farmácias e estabelecimentos devidamente regularizados, desconfiando de ofertas com preços muito abaixo do valor praticado no mercado.
Fonte: Agência Brasil e Anvisa.







