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Menina de 9 anos quase morre de dengue hemorrágica e casos quadriplicam em MT

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Encoberta pela pandemia de Covid-19, a dengue, doença de potencial epidêmico, “explode” em Mato Grosso. Quase quadriplicou o número de ocorrências mais graves, inclusive hemorrágicas, no último ano, assim como as mortes, de acordo com boletim da Saúde.

O caso de Valentina Pillon, de 9 anos, de Cuiabá, é um exemplo de como é perigosa essa doença, transmitida pelo já popular mosquito Aedes Aegypt. A menina, que mora no Residencial Canachuê, na Capital, mas que foi passar as festas de final de ano na Chapada dos Guimarães, está internada desde 2 de janeiro, sentindo-se muito mal. A situação se agravou e ela ficou 3 dias sob cuidados intensivos na UTI Infantil da Femina. Teve alta na terça (5) , mas a paciente ainda exige cuidados. Trata uma pneumonia, causada pela dengue. Tomografia apontou que ainda tem água nos pulmões. Segue o tratamento e a recuperação, que é lenta.

Como a mãe dela também contraiu a doença, não pôde acompanhá-la na UTI, quem fez isso foi o pai. A menina chegou a precisar de transfusões sanguíneas, para melhorar o nível das plaquetas e a família fez campanha na rede, informando que o estoque nos bancos de sangue na Capital, devido à Covid e outras enfermidades, está baixo.

“A dengue pode matar, eu senti isso na pele, eu e minha família vivemos isso, eu inclusive também estou com dengue, graças a Deus meus sintomas são mais brandos, mas o quadro da minha filha evoluiu muito rápido para a forma hemorrágica”, relata Edinéia Pillon, mãe de Valentina, em vídeo que gravou pedindo que parentes e amigos doem sangue. Segundo ela, foram as transfusões que salvaram a menina. Edinéia também fez um post no Facebook emocionada agradecendo pela alta da filha da UTI.  “Hoje meu coração está mais leve, minha Pequena Guerreira saiu da UTI agora a tarde, há 3 dias eu não a via”.

valentina

O caso comoveu o condomínio, onde a menina mora e, além da corrente de oração que se formou em prol dela, também levantou a preocupação com a dedetização. No entanto, a picada do Aedes provavelmente ocorreu na Chapada, onde a família estava e acabaram adoeceram mãe e filha.

Explosão de casos

Em 2019, foram confirmados 9.669 casos de dengue em Mato Grosso e no ano seguinte, em 2020, 29.741. Os casos graves – hemorrágico ou não – saltaram, nesses dois anos, de 12 para 47 e as mortes de 4 para 17.

De acordo com boletim da Saúde, isso eleva nível de transmissão de médio para alto e pouco tem se falado sobre a dengue, uma vez que a Covid-19, com sua gravidade já evidente, toma muito espaço no noticiário e a preocupação das pessoas.

Cuidados

Velha conhecida da população de Mato Grosso, já foram amplamente divulgados os malefícios da dengue. O vírus ataca glóbulos brancos, que protegem e defendem o nosso organismo, e as plaquetas, que ajudam a coagular o sangue, diminuem. Em casos mais raros, o vírus consegue atacar diretamente o coração, o fígado ou o sistema nervoso. Os cuidados necessários para o combate ao Aedes também vem de campanhas históricas. Recomenda-se principalmente não deixar água empoçar, seja em vaso de planta, outros recipientes e até em caixas dágua sem tampo.

Mensagem

A mãe de Valentina diz que faz questão de divulgar o caso da filha, o susto enorme que passou, o medo de perdê-la, porque, por razões óbvias, a Covid preocupa, mas não podemos nos esquecer das outras enfermidades, entre elas a dengue, que está aí. “Causa muitos danos no organismo, é muito perigosa”, reforça.

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