Operação mira núcleo financeiro de facção e bloqueia R$ 283,5 mil em contas de investigados
Investigação aponta uso de empresa de fachada para movimentar dinheiro do tráfico

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (02.07), a segunda fase da Operação Golden, com foco no núcleo financeiro de uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Ao todo, a Justiça autorizou 14 medidas cautelares, entre buscas, bloqueios de contas bancárias e restrições contra investigados.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias Polo de Cuiabá e são cumpridas em Várzea Grande, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra e no município de Itabela, na Bahia. Um dos alvos é um detento que está preso em São Paulo por força de mandado expedido pela Justiça de Mato Grosso. Conforme a Polícia Civil, ele possui antecedentes por tráfico de drogas, homicídio e outros crimes.
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Nesta etapa da investigação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, oito bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros, limitados a R$ 283,5 mil, além de uma medida cautelar diversa da prisão.
Segundo a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), o objetivo é atingir a estrutura financeira que, supostamente, sustentava as atividades da organização criminosa.
As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um casal suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. A partir das diligências, os policiais identificaram um esquema de movimentação de dinheiro que utilizava contas bancárias de terceiros e um estabelecimento comercial para ocultar recursos obtidos com a venda de entorpecentes.
Na primeira fase da Operação Golden, realizada em março deste ano, foram cumpridas 18 ordens judiciais, entre prisões preventivas, buscas e bloqueios patrimoniais. Na ocasião, as equipes apreenderam mais de R$ 692 mil em dinheiro e R$ 222 mil em cheques durante buscas em Cáceres, além de bloquear valores encontrados nas contas dos investigados.
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O avanço das investigações permitiu ampliar o rastreamento das movimentações financeiras do grupo. Conforme a Denarc, foi identificada uma empresa registrada em nome de um dos investigados que, embora apresentasse renda declarada considerada modesta e sem histórico empresarial relevante, movimentou mais de R$ 600 mil em apenas dois meses.
Os investigadores também identificaram transferências entre pessoas apontadas como integrantes da facção e suspeitos com antecedentes por tráfico de drogas. A apuração indica ainda que a empresa apresentava características incompatíveis com a atividade econômica declarada, levantando suspeitas de que teria sido utilizada para ocultar e dissimular recursos provenientes do tráfico.
Durante o cumprimento dos mandados desta quinta-feira, foram apreendidos celulares, computadores, documentos e outros materiais que passarão por perícia e devem subsidiar o prosseguimento das investigações.
De acordo com o delegado André Rigonato, responsável pelo caso, o bloqueio patrimonial busca impedir que os recursos investigados sejam ocultados ou desviados durante a apuração, além de preservar provas e garantir eventual ressarcimento ao Estado ao final do processo.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta novas fases da operação, com possível identificação de outros envolvidos e novas medidas judiciais. A Operação Golden integra as ações da Operação Pharus, inserida no programa estadual Tolerância Zero de enfrentamento às facções criminosas.
FONTE: vgnoticias








