DestaqueMato Grosso

Tribunal de Contas de Mato Grosso acaba com punição automática de prefeitos e secretários apenas pela posição no cargo

Nova súmula aprovada pelo Tribunal de Contas exige prova de culpa direta e proíbe penalizar gestores sem demonstrar ligação clara entre a conduta e a irregularidade.

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) aprovou, por unanimidade, uma nova súmula que altera a forma como prefeitos, secretários, presidentes de câmaras e demais ordenadores de despesas são responsabilizados em processos de fiscalização.

A partir de agora, a Corte de Contas fica proibida de aplicar sanções automáticas ou baseadas apenas no cargo ocupado pelo gestor ou na delegação de funções.

A decisão, relatada pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, consolida a exigência de responsabilidade subjetiva.

Na prática, o tribunal terá que provar exatamente o que o gestor fez ou deixou de fazer e qual foi o impacto direto da sua conduta na falha apurada.

O texto da nova súmula

A tese aprovada passa a ter força normativa e deve ser seguida rigorosamente nos julgamentos de contas do estado:

“A responsabilização de gestores públicos não pode ser automática nem presumida, devendo observar a responsabilidade subjetiva, mediante individualização da conduta e demonstração do nexo causal entre a conduta imputada e a irregularidade apurada, não sendo suficiente por si só a posição hierárquica ou a delegação de competências.”

A proposta foi desenhada pela Secretaria de Normas, Jurisprudência e Consensualismo e validada pela comissão técnica do órgão, tendo como base legal o Código de Processo de Controle Externo de Mato Grosso (Lei Complementar 752/2022).

Regra pacificada no tribunal

A criação da súmula cumpre uma exigência do Regimento Interno do TCE-MT, que estabelece que o tema precisa ter sido julgado da mesma forma em, no mínimo, seis decisões do Plenário, com três relatores diferentes e votação unânime.

CLICK NO BANNER PARA SEGUIR A WEB-TV JCN

___________________________________________________________________________

            VEM AÍ – POD-CAST JCN

___________________________________________________________________________

Com a pacificação do entendimento, o tribunal busca dar mais segurança jurídica aos administradores públicos, evitando punições genéricas impostas a chefes do Executivo por falhas puramente operacionais cometidas por subordinados.

FONTE: cenariomt

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor! Desbloqueie esse site para ter uma melhor experiência!