Justiça Federal adia decisão sobre afastamento de Salles até julgamento dos recursos pelo TRF-1

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Justiça Federal adia decisão sobre 
afastamento de Salles até julgamento dos recursos pelo TRF-1

Ministério Publico Federal pede a saída doministro do Meio Ambiente do cargo por entender que ele atuou contra a preservação ambiental

Jéssica Moura

25/09/2020 – 10:42
/ Atualizado em 25/09/2020 – 12:42

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Foto: Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA — O juiz Márcio Moreira, da 8ª Vara Cível do Distrito Federal, decidiu adiar a análise do processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, até que os recursos do caso sejam julgados. Os procuradores pedem o afastamento dele do comando da pasta.

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Nessa quarta-feira, os procuradores protocolaram uma petição à justiça do DF reforçando que a ação de afastamento do ministro fosse analisada. No pedido, destacaram que há “perigo na demora” de uma definição. “A permanência do requerido Ricardo Aquino Salles no cargo de ministro do Meio Ambiente tem trazido, a cada dia, consequências trágicas à proteção ambiental, especialmente pelo alarmante aumento do desmatamento, sobretudo na Floresta Amazônica”, escreveram os procuradores.

O juiz Márcio Moreira rebateu, e disse que a atuação da justiça no caso foi “célere”.

O pedido acontece em meio ao aumento recorde nos registros de focos de calor no Pantanal e na Amazônia. Entre janeiro e 22 de setembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 16.119 focos de calor no Pantanal, maior número já detectado desde o início das medições, em 1998. Na Amazônia, já são mais de 72 mil focos registrados no mesmo período, um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2019.

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