Com patas queimadas pelo fogo no Pantanal, onças-pintadas recebem tratamento com células-tronco; veja fotos

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Com patas queimadas pelo fogo no Pantanal, onças-pintadas recebem tratamento com células-tronco; veja fotos

Ferimentos causados por incêndios sem precedentes motivaram criação de hospital para cuidar desses animais

O Globo

23/09/2020 – 11:28
/ Atualizado em 23/09/2020 – 11:52

Cuidador mostra feridas de queimadura nas patas de uma onça-pintada adulta chamada Amanaci sofrida após um incêndio no Pantanal, enquanto o animal passava por tratamento com células-tronco, na ONG Instituto Nex em Corumbá de Goiás Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS

RIO — Nas últimas semanas, o Pantanal vem sendo manchete no Brasil e no mundo devido às queimadas que atingem e destroem parte de seu ecossistema. Nesta tragédia ambiental, animais feridos e até carcaças daqueles que não conseguiram superar o fogo fazem parte da rotina de quem trabalha na contenção das chamas.

Um hospital específico para tratar onças-pintadas queimadas pelo fogo foi criado na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde os animais são submetidos a tratamento com células-tronco.

Uma onça-pintada adulta chamada Amanaci recebe tratamento com células-tronco nas patas após queimaduras durante um incêndio no Pantanal, na ONG Instituto Nex Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Onça-pintada adulta é sedada para receber curativo em ferimento nas patas, após queimaduras durante um incêndio no Pantanal, na ONG Instituto Nex em Corumbá de Goiás, em Goiás Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Veterinária Patricia Malard aplica tratamento com células-tronco nas patas de uma onça-pintada adulta chamada Amanaci que sofreu queimaduras em um incêndio no Pantanal, na ONG Instituto Nex Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Cuidador mostra feridas de queimadura nas patas de uma onça-pintada adulta chamada Amanaci sofrida após um incêndio no Pantanal, enquanto o animal passava por tratamento com células-tronco, na ONG Instituto Nex em Corumbá de Goiás Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Macho adulto chamado Ousado recebe tratamento para queimaduras nas patas após um incêndio no Pantanal, na ONG Instituto Nex em Corumbá de Goiás Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
ONG Instituto Nex utiliza células-tronco para regenerar a pele danificada pelas altas temperaturas do solo queimado Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Macho adulto chamado Guarani caminha em seu recinto enquanto recebe cuidados veterinários, alimentação e tratamento na ONG Instituto Nex Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Ousado é carregado por trabalhadores do Instituto Nex Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Ousado é pesado por trabalhadores do Instituto Nex Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Ousado recebe tratamento com células-tronco Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Ousado aparece em maca veterinária sedado, após receber curativos nas patas Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Depois de receber o tratamento e curativo nas patas, Ousado descansa, na ONG Instituto Nex Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS

O fogo em Mato Grosso, estado epicentro das queimadas, já devastou 1,7 milhão de hectares neste ano, área cinco vezes maior do que o território de Cuiabá, a capital do estado, e onze vezes maior do que a cidade de São Paulo (SP).

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Os incêndios na região, em agosto, são os piores em 15 anos, e as chamas ameaçam a biodiversidade local, que inclui antas, onças, capivaras e a maior densidade de onças-pintadas do mundo. Naquele mês, o bioma pantaneiro registrou 5.935 focos de queimadas, sendo o agosto com o segundo maior número de queimadas de sua história, desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998.

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