Pantanal tem mês de setembro com mais focos de incêndio na história

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Pantanal tem mês de setembro com mais focos de incêndio na história

Recorde para o mês desde início de série histórica do Inpe era de 2007, quando houve 5.498 focos de calor detectados; número foi ultrapassado este ano com 5.603 registros até o 16º dia de setembro. Antes de terminar, 2020 também já superou o recorde de queimadas anuais para o bioma, com uma alta de quase 26% em relação ao número anterior.

Pantanal registra o maior número de focos de incêndio para o mês de setembro

O Pantanal passa pelo setembro com mais focos de incêndio desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998: foram 5.603 focos de calor detectados em apenas 16 dias, contra 5.498 registrados no mês inteiro de setembro em 2007 – o recorde para o mês até este ano.

Em comparação a 2019, quando setembro teve 2.887 focos detectados em 30 dias, o mesmo mês de 2020 já apresenta uma alta de 94%. O número de focos neste mês está 188% acima da média histórica do Inpe para setembro, que é de 1.944 pontos de incêndio (veja gráfico).

Focos de incêndio no Pantanal em setembro

Nos primeiros 16 dias, o recorde anterior para o mês, registrado em 2007, foi ultrapassado; média histórica é de 1.944 focos

Fonte: Inpe

Três meses antes de terminar, 2020 também ultrapassou o recorde de queimadas em um ano para o bioma: foram 15.756 focos registrados desde janeiro até quarta-feira (16). Antes, o número mais alto havia sido registrado em 2005, com 12.536 focos em todo o ano. A alta é de cerca de 25,7%.

Queimadas anuais no Pantanal (2005-20)

Recorde anterior, de 2005, foi ultrapassado três meses antes do fim do ano; alta é de cerca de 26%

Fonte: Inpe

O fogo já destruiu 85% do Parque Estadual Encontro das Águas, refúgio das onças pintas-pintadas. Com relação à área perdida para os incêndios, o instituto apresenta os dados mensalmente: a última estimativa, contabilizada até 31 de agosto, apontava uma perda de 12% do bioma neste ano – foram 18,6 km².

Sebastião Baldi Silva Junior, de 40 anos, tenta apagar um incêndio em uma fazenda no Pantanal, a maior área úmida do mundo, em Poconé (MT) — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Para o diretor-executivo da SOS Pantanal, Felipe Augusto Dias, a única perspectiva de melhora na situação é a chuva – e em grande volume.

“Não tem outra perspectiva. O fogo fica queimando por baixo, vai queimando e depois surge de novo na superfície, porque às vezes a água não infiltra o suficiente. Para apagar, o ideal é que chova e que chova muito”, explica Dias.

Além das queimadas, a região também enfrenta uma seca histórica – o maior período de estiagem em 47 anos, segundo o diretor. A falta de água contribui para o alastramento das chamas.

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