Prorrogar auxílio emergencial poderá custar bilhões ao governo, diz secretário

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Prorrogar auxílio emergencial poderá custar bilhões ao governo, diz secretário

O auxílio emergencial está chegando a sua terceira parcela e a prorrogação do pagamento por mais tempo já é considerada aceita pelo Governo federal. Mas isto terá um forte impacto nas contas federais e aumentar o rombo do Orçamento.

Isto é a palavra de Mansueto Almeida. O secretário do Tesouro Nacional afirmou ao jornal O Estado de São Paulo que as novas parcelas que devem ser incluídas no programa de ajuda para combater problemas econômicos derivados da pandemia do coronavírus pode representar custos bilionários para o governo.

100 bilhões para manter o auxílio emergencial

Segundo Mansueto, pagamento de mais duas parcelas de R$ 600 é uma das opções para estender o benefício.

Outra é a de pagar o auxílio emergencial em mais parcelas, mas estas teriam seu valor reduzido conforme a extensão destas partes.

Para o secretário do Tesouro Nacional, qualquer opção para poder estender o auxílio representará R$ 100 bilhões em gastos para o governo, que já registrou em maio R$ 126 milhões de rombo nas contas públicas. E aumentar ainda mais a projeção de déficit.

“A renovação do auxílio emergencial levará a déficit primário a 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com déficit nominal de 15%, no mesmo nível dos EUA”, argumentou.

Bolsa Família pode cobrir pagamentos

Na entrevista, Mansueto fez uma sugestão de que valores destinados ao Bolsa Família poderiam ser destinados a cobrir parte das parcelas do auxílio emergencial.

No caso, seriam recursos que teriam sobrado pelo fato de que muitas famílias que recebem dinheiro do programa passaram a receber valores através da ajuda concedida durante a pandemia.

A possibilidade levantada pelo governo para criar um programa de renda mínima também foi comentada num documento publicado pelo Tesouro Nacional.

Segundo a entidade, o governo não tem espaço em seu orçamento para que despesas obrigatórias novas sejam criadas. No caso, o programa seria uma espécie de ‘unificação’ do Bolsa Família com o atual auxílio emergencial e outros programas.

De acordo com Mansueto, o Brasil poderá não ter um ano de superavit primário em suas contas antes de 2026.

Segundo o levantamento, a criação de um novo programa social pode representar entre 0,7% e 4% do PIB.

Brasil deve fechar ano com déficit

A pandemia do coronavírus e as medidas do governo para tentar colocar dinheiro para manter a economia rodando (como o auxílio emergencial) devem causar déficit nas contas. A projeção atual é de que as contas públicas tenham um rombo de R$ 676 bilhões (o que equivaleria a 9,5% do PIB brasileiro).

Há a possibilidade de que o orçamento brasileiro possa fechar 2020 com mais de R$ 800 bilhões em prejuízos. De acordo com Mansueto Almeida, as contas públicas terão resultados complicados entre os meses de abril e junho, quando as medidas de investimento foram tomadas.

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