Flávio Bolsonaro diz que prisão de Queiroz foi um movimento para atacar seu pai

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Flávio Bolsonaro diz que prisão de Queiroz foi um movimento para atacar seu pai

Logo depois da prisão do seu ex-assessor e amigo Fabricio Queiroz na manhã dessa quinta-feira (18), o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou que está encarando a situação com muita tranquilidade. Afirmou ainda, que a prisão é uma tentativa de efetivar ataques ao seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Flávio escreveu em seu perfil no Twitter, que estava encarando com tranquilidade o que aconteceu nessa quinta-feira, e afirmou que a verdade vai prevalecer. Ele disse que isso seria uma “peça” que foi movimentada no “tabuleiro” para fazer ataque ao presidente. Ele afirmou ainda que em 16 anos que foi deputado estadual no Rio de Janeiro, não houve nenhuma denúncia contra seu mandato, e que só foi seu pai se eleger, mudou tudo.

O deputado terminou a publicação dizendo, que o “jogo é bruto”.

Encaro com tranquilidade os acontecimentos de hoje. A verdade prevalecerá! Mais uma peça foi movimentada no tabuleiro para atacar Bolsonaro. Em 16 anos como deputado no Rio nunca houve uma vírgula contra mim.Bastou o Presidente Bolsonaro se eleger para mudar tudo! O jogo é bruto!

— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 18, 2020

A prisão

Fabrício Queiroz foi preso na manhã dessa quinta em Atibaia, que fica no interior do Estado de São Paulo. A ordem de prisão foi feita na Justiça do Rio de Janeiro, num dos desdobramentos da investigação que quer apurar um suposto esquema de “rachadinha” que aconteceu na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Na investigação diz que o esquema envolvia Queiroz, que era funcionário de Flávio quando era deputado estadual.

Queiroz estava na casa do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef. O advogado da família Bolsonaro estava na posse do novo ministro de Comunicações, Fábio Farias, que aconteceu na última quarta-feira (17) no Palácio do Planalto.

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil também fez a operação de busca e apreensão na residência de Alessandra Esteves Marins, que também fez parte da equipe que apoiava Flávio Bolsonaro no seu mandato no Rio. Segundo as investigações, houve um repasse de Alessandra de R$ 19 mil reais a Fabrício Queiroz.

O porquê da prisão

Segundo o Ministério Publico do Rio de Janeiro (MP-RJ), eles mandaram prender Queiroz porque ele continuava cometendo crimes e também fugindo e interferindo na coleta das provas. Também foi autorizada pela Justiça a prisão da mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, que também foi assessora de Flávio e não foi achada no mesmo endereço e se encontra foragida.

Essa Operação Anjo tem a coordenação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que mostrou o paradeiro do Queiroz à polícia de São Paulo. Queiroz teve a transferência para o Estado do Rio de Janeiro na mesma manhã que foi preso, na quinta-feira (18). Ainda não se tem nenhuma denúncia contra Queiroz dentro das investigações, por isso mesmo, só há uma prisão preventiva contra ele.

Queiroz já estava sendo investigado por participação em um suposto esquema de “rachadinha” na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), dentro do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

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