Sara Winter é presa pela PF em investigação sobre atos antidemocráticos

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Sara Winter é presa pela PF em investigação sobre atos antidemocráticos

Nesta segunda-feira (15), a Polícia Federal prendeu a ativista Sara Winter em meio a inquérito que apura atos antidemocráticos. A prisão de Sara foi autorizada por Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Sara Winter é líder de um grupo chamado 300 do Brasil, que apoia o governo do presidente Jair Bolsonaro. A defesa da ativista afirma não ter conhecimento do motivo da prisão. O grupo 300 do Brasil, por sua vez, publicou sobre a prisão da líder em sua página no Instagram:

Além de Winter, outras cinco pessoas ligadas ao grupo têm mandados de prisão pela mesma razão. O grupo é acusado de organizar atos antidemocráticos e de captarem recursos para poderem realizar esses atos.

Ademais, membros do 300 do Brasil são investigados por crimes contra a Lei de Segurança Nacional.

O último ato antidemocrático foi realizado neste sábado (13), onde cerca de 30 apoiadores do governo Bolsonaro lançaram diversos fogos de artifício em direção ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).

A própria ativista já havia organizado um acampamento na Esplanada dos Ministérios, que reuniu diversos manifestantes pró-governo no início do mês de maio.

Sara Winter liderou manifestação na Esplanada

Sara, durante o mês de maio, liderou um protesto na Esplanada em que fez referências a grupos supremacistas brancos dos Estados Unidos e também a grupos neonazistas. Neste protesto, os manifestantes compareceram durante à noite, todos vestidos de roupas pretas, utilizando máscaras e também empunhando tochas de fogo —semelhantes aos atos do grupo Klu Klux Klan, que é supremacista.

Na manifestação, eles gritavam palavras contra o ministro Alexandre Moraes, enquanto se dirigiam à Praça dos Três Poderes, que fica na frente do Supremo Tribunal Federal (STF). Após esta manifestação, Sara Winter foi expulsa do partido Democratas (DEM). A ativista havia disputado as eleições de 2018 como candidata a deputada federal no RJ, porém teve somente 17.246 votos e não foi eleita.

Quando Alexandre de Moraes abriu o inquérito, em abril, ele afirmou que é necessária a verificação de organizações e de meios de financiamento a protestos que sejam contra a democracia. O ministro também falou, nesta ocasião, sobre a divulgação de mensagens que atentem ao regime republicano e possam lesar os Direitos Fundamentais, o Estado Democrático e a independência de todos os poderes instituídos.

Renan Sena foi preso antes de Sara Winter

Neste domingo (14), outro integrante do grupo 300 do Brasil também foi preso por injúria e calúnia. Renan Sena (que é ex-servidor do governo federal) divulgou um vídeo ofensivo contra as autoridades dos Três Poderes, além de criticar Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, que foi quem os desalojou do acampamento citado anteriormente.

Sara Winter era feminista

Curiosamente, a ativista Sara Winter mudou bastante ao decorrer dos anos. Em 2014, ela chegou a entrar com um pedido de cassação contra Bolsonaro, que atuava como deputado. O pedido decorreu devido a uma fala agressiva contra a ex-ministra Maria do Rosário.

Sara também chegou a participar em 2012 do grupo feminista ucraniano Femen.

Ela chegou a criar o braço brasileiro do grupo, após treinar em Kiev para representar a organização.

Já em 2013, a ativista organizou uma manifestação contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, onde foi detida por ato obsceno e por chamar os policiais de “assassinos”.

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