Em live, secretário admite que Covid-19 já colapsou toda rede hospitalar de MT

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Demonstrando extrema preocupação, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, acaba de confirmar, em live sobre a escalada da Covid-19, que rede hospitalar de Mato Grosso colapsou, a exemplo de outros estados, onde a situação é drástica. “É uma questão de horas, talvez dias”, disse.

Explica que, como o crescimento de casos graves (que precisam de UTI) está muito acelerado, já é possível afirmar que a rede estrangulou.  Avisa que, muito em breve, não vai adiantar solicitar regulação de pacientes do interior para as unidades da Região Metropolitana. “Não há como regular, não adianta transferir pacientes se não vai ter leito”. Assim, segundo ele, essas pessoas ficarão nas cidades de origem e vão receber o “atendimento possível”.

Ele detalha que, desde ontem (8), a Santa Casa, na Capital e o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, estão “lotados”, sem capacidade para receber pacientes. Em caráter de urgência, pede a imediata a liberação de 30 UTIs do Hospital São Bendito, para amenizar o quadro, promessa feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). A prefeitura, por sua vez, garante que eles estão à disposição.

Na live, Gilberto relatou ainda que há prefeitos implorando por respirador, mas não tem como atendê-los. O secretário também critica a postura de gestores municipais que ficaram esperando apenas a atuação do Estado. Explica que cidades como Rondonópolis, Cuiabá e Tangará chegaram a cadastrar leitos no plano de combate ao Covid-19, mas que depois eles não se concretizaram.

Além disso, criticou a inércia dos prefeitos de Cáceres, Sinop e Sorriso, onde prefeitos não criaram nenhum leito ou contraram junto à rede privada.

Medidas

Para tentar amenizar a situação, Gilberto garante que o Estado tem buscado alternativas para ampliar número de leitos, mas que esbarra na dificuldade de aquisição de equipamentos e também no fato do ministério da Saúde estar requisitando aparelhos, já comprados, para outros Estados. Cita como exemplo 50 respiradores que estão “barrados”. Argumenta que Mato Grosso tinha apenas 77 UTIs. “Estamos praticamente dobrando dentro de dois meses, não há equipamentos para vender. Não existe milagre neste momento”.

Ele revela que o ministério se comprometeu em liberar os equipamentos que serão transformados em mais 50 UTIs, assim que chegarem a Mato Grosso. Outra dificuldade é a contratação de profissionais da saúde, que se torna cada vez mais difícil.

O secretário diz esperar também que os gestores municipais, onde a situação está grave, tomem medidas imediatamente. Ele sugere, por exemplo, a adoção de barreiras sanitárias e restrições que ajudem no isolamento social.

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