Brasil ultrapassa a marca de 8 mil mortes por coronavírus

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Brasil ultrapassa a marca de 8 mil mortes por coronavírus

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Subindo a curva de contágio, mas ainda longe do pico da doença, o Brasil alcança nesta quarta-feira, 6 de maio, a marca de 121.600 casos confirmados de Covid-19, tendo 8.022 mortes. Os dados são das secretarias estaduais de Saúde.

Segundo informações da OMS levantadas pela Universidade John Hopkins, o Brasil já tem a segunda maior velocidade de mortes pela Covid-19 no mundo, desde segunda-feira, 4 de maio. Na semana passada, o país alcançou a façanha de ser o vice-líder também em velocidade de contaminação.

Ainda segundo a universidade, em ambos os levantamentos, o Brasil só perde nesta classificação para os EUA.

Uso de máscaras

Para tentar uma vez mais deter o avanço da doença no país, governos estaduais, municipais e a mídia têm se empenhado em conscientizar a população sobre o uso obrigatório de máscaras. O número diário de mortes se mantém, sistematicamente, acima de 300. Estados inteiros, como Maranhão e Pará, iniciaram um processo chamado lockdown, que consiste em nada menos que um bloqueio total das atividades não essenciais.

A medida está sendo estudada também para os estados de São Paulo e Ceará, a princípio limitado às suas capitais. A ideia é evitar a mesma situação da saúde no estado do Amazonas, que entrou em colapso há dias, com seus municípios figurando entre os mais afetados da nação.

Soma-se à pandemia o fato de uma crise política ocorrer simultaneamente no país, pressionando para cima a cotação do dólar, desvalorizando o real e afetando a credibilidade do Brasil no exterior.

Em outras palavras, do pouco que se pode fazer, faz-se cada vez menos, uma vez que os testes, os EPIs e outros insumos vêm do estrangeiro.

Com poucos testes, estima-se que a taxa de contaminação seja cerca de 10 vezes maior que a oficial. As UTIs constituem outro problema por serem insuficientes. Para cada 1.000 pessoas, o Brasil tem 1,95 leitos (UTIs e instalações normais), contra 8 leitos para cada 1.000 na Alemanha, por exemplo.

A região sudeste, embora vista com preocupação devido à taxa de contágio em suas capitais, já sinaliza a flexibilização da quarentena nos municípios do interior, onde as contaminações não ocorreram ou se deram a um nível inexpressivo. Na capital paulista, foi decretado luto oficial em solidariedade às mais de 3.000 mortes pelo novo coronavírus.

Na região sul, especialmente no estado de Santa Catarina, a flexibilização tem ocorrido de maneira mais intensa.

A flexibilização tem sido defendida insistentemente pelo presidente da República, como solução ao desemprego e possíveis ondas de saques e violência generalizada em todo o país.

Com mais de 90.000 casos em espera de análise, o país comemora a marca parcial de 22.847 pacientes curados da doença em todo o território nacional. Com a entrega de somente 11% dos testes prometidos pelo ministro da saúde Nelson Teich, o secretário de saúde Wanderson Oliveira disse em coletiva, nesta terça-feira (5): “Testar 46,2 milhões de pessoas é testar 22% da população. Muito mais do que está sendo feito em vários países”.

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