Com Dia das Mães mais enxuto, criatividade pode ser o diferencial do comércio de Rondonópolis

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As incertezas e inseguranças causadas pela pandemia da COVID-19 deverão afetar o comércio nas comemorações do Dia das Mães deste ano. Seguindo a tendência nacional, Rondonópolis deverá ter em 2020 uma celebração mais enxuta desta que é tradicionalmente a segunda data mais importante para o setor varejista em termos de vendas (fica atrás apenas do Natal). Em momentos de crise, porém, a criatividade pode ser o diferencial para manter o setor aquecido.
Estão liberadas aos empresários locais as promoções e descontos especiais nas lojas para o Dia das Mães, bem como outras ações específicas para impulsionar as vendas em meio ao cenário de pandemia. “Ofertas boas condições de pagamento, produtos de qualidade e preços atrativos… Tudo o que já é de praxe por parte do varejo local pode e deve ser mantido neste ano. O Dia das Mães, mesmo perdendo força em relação a anos anteriores, continua sendo fundamental para o aquecimento do setor, geração de emprego e renda, bem como para o desenvolvimento do comércio local”, aponta Thiago Sperança, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL). “Por isso, o desafio do nosso empresariado será tornar esta data uma oportunidade especial para superar as adversidades deste momento de crise”, completa.
Saúde e segurança
Em respeito aos decretos Estadual e Municipal, porém, é fundamental que o comércio em geral siga cumprindo todas as medidas de segurança e saúde adotadas por conta da pandemia do novo coronavírus. “Em especial a aglomeração de pessoas dentro das lojas é o que precisa ser evitado. É certo que o Dia das Mães, somado às campanhas, promoções e condições especiais de pagamento, tende a levar mais pessoas às compras. Cabe a cada lojista se ater ao que fora estabelecido, não permitir o grande fluxo de pessoas dentro da loja e manter a sinalização e orientação de segurança e assepsia aos consumidores”, alerta o presidente.
Outra recomendação se refere à obrigatoriedade do uso das máscaras a funcionários e clientes dentro de cada estabelecimento. “Trata-se de uma lei, e leis existem precisam ser cumpridas. O bom senso é necessário tanto por parte do empresário quanto da população. Nestes tempos difíceis, tudo o que não queremos é a aplicação de penalidades, como multas e até interdição de lojas, por conta do descumprimento das medidas”, finaliza Sperança.
Dados nacionais
Levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 68% dos brasileiros pretendem presentear nesta data. O número é o menor dos últimos três anos, 2017 (73%), 2018 (74%) e 2019 (78%), reflexo da crise econômica causada pela pandemia da COVID-19 e da queda da renda familiar.
Os que não devem presentear na data apontam principalmente o fato da mãe já ser falecida (62%), mas também o fato de não terem dinheiro (16%) e estarem desempregados (9%). Considerando apenas aqueles que vão deixar de presentear por estarem sem dinheiro, desempregados ou não poderem encontrar a mãe, 77% apontam a Covid-19 como principal motivadora.
A pesquisa aponta ainda que o consumidor brasileiro está cauteloso na hora de ir às compras. O percentual daqueles que esperam gastar mais ou a mesma quantia do último ano passou de 67% na pesquisa de 2019 para 40% em 2020, uma queda de 27 pontos percentuais.
Por outro lado, a fatia dos que pretendem gastar menos saltou de 24% para 45%. Os motivos mais citados para a redução dos gastos referem-se ao orçamento apertado (49%), às incertezas com relação ao cenário econômico (38%) e por motivos de economia de recursos (36%). O impacto da crise gerada pelo novo coronavírus impactou a decisão de 88% dos entrevistados como fator de retração de gastos.
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a crise financeira causada pela COVID-19 afeta a renda familiar do brasileiro, que também está inseguro com o cenário incerto dos próximos meses.
“Quase 4 milhões de trabalhadores já fizeram acordo de redução de jornada e de salários, o que impacta diretamente na renda familiar. O cenário dos próximos meses traz insegurança para a manutenção das empresas e dos postos de trabalho. As pessoas ainda vão tentar presentear as mães, mas o gasto tende a ser menor do que nos anos anteriores”, afirma Costa.
Internet será o local de compra de mais da metade dos entrevistados. Valor médio com presentes é de R$ 188
Com os shoppings centers e a grande maioria dos comércios de rua fechados, ganham destaque as compras pela internet (53%), meio de compra mais citado pelos entrevistados; seguida das lojas de rua/bairro (49%) e supermercados (18%).
A pesquisa também detectou os fatores que mais influenciam na escolha do local de compra dos presentes: 48% vão optar por locais que ofereçam os melhores preços, 37% por locais que ofereçam boas promoções/descontos, 36% por lugares que tenham produtos de qualidade e 27% darão preferência a lojas que ofereçam frete grátis. 18% mencionaram a disponibilidade da loja que esteja funcionando / aberta devido ao Coronavírus.
“Diante do isolamento social imposto pelo coranavirus, cresce a importância dos comerciantes buscarem estratégias para aumentar sua presença online, de maneira que possam atrair clientes e aumentar suas vendas. Neste sentido, as redes sociais e o Whatsapp são meios simples de operar, especialmente para aqueles que possuem menos recursos para investir em sites ou aplicativos”, destaca Costa.
Entre os entrevistados, 78% declararam intenção de presentear a própria mãe, 20% as esposas, 18% as sogras e 10% as irmãs. 62% acreditam que sua mãe espera ganhar presente(s) este ano.
A pesquisa revela que 42% deve comprar um único presente para o Dia das Mães, comportamento não alterado em relação ao ano passado. Entretanto, 31% dos entrevistados pretendem comprar dois presentes e 12%, três presentes. De modo geral, a média declarada é de 1,6 presentes.
O gasto médio pretendido com todos os presentes em 2020 é de R$ 188, o que pode garantir a injeção de até R$ 20,2 bilhões na economia.
Presentes mais procurados por quem vai presentear serão as roupas, calçados e acessórios. Maioria deve pagar à vista
A pesquisa mostra que os presentes mais procurados por quem vai presentear serão as roupas, calçados e acessórios (43%), perfumes (34%), cosméticos (26%) e chocolates (18%).
A maior parte dos entrevistados (47%) afirma que pretende fazer as compras na primeira semana de maio. 17% diz que fará as compras ainda no mês de abril e 14% deixarão para a última hora, indo às compras no final de semana do Dia das Mães.
Com relação à forma de pagamento, a maior parte dos entrevistados mostra preferência pelo pagamento à vista (68%), sendo que 47% afirmam que pretendem pagar em dinheiro e 28% pretendem utilizar o cartão de débito. Cinco em cada dez consumidores (49%) devem pagar as compras a prazo, sendo 32% no cartão de crédito parcelado, enquanto outros 15% também vão pagar no cartão de crédito, porém em uma única parcela.
Perguntados se pretendem fazer pesquisa de preço antes de irem às compras, a maioria dos entrevistados (81%) afirma que sim. Por outro lado, 12% não pretendem, seja porque vão comprar nos estabelecimentos que já têm costume (6%), por gostarem logo de comprar o que lhes agrada, sem fazer pesquisa de preço (5%) ou por não terem tempo (1%).
A maneira como as famílias comemoram a data também deve passar por mudanças, e os tradicionais almoços em família do segundo domingo de maio devem ser substituídos, em parte, pelas vídeo chamadas e telefonemas para uma parcela dos entrevistados: 10% disseram que irão comemorar desta forma, atrás apenas da comemoração na própria casa (39%, com aumento de 11 pontos percentuais frente a pesquisa do último ano) e da casa da mãe (33%).
38% dos que pretendem presentear admitem que possuem contas em atraso atualmente
Parte considerável dos entrevistados admite que costuma extrapolar os gastos com compra dos presentes. Dois em cada dez consumidores (24%, com queda de 10,6 p.p. em relação a 2019) admitem que costumam gastar mais do que podem com as compras do Dia das Mães.
De acordo com o estudo, 8% dos entrevistados afirmam que deixarão de pagar alguma conta para comprar o presente de Dia das Mães, sendo que a maioria (84%) assegura que não vai colocar as contas em risco para priorizar o presente.
Já 38% dos que pretendem presentear admitiram que possuem contas em atraso atualmente, sendo que destes, 58% estão com o nome incluído em cadastros de proteção ao crédito.
Metodologia – 876 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de comprar presentes para o dia das Mães. Em seguida, continuaram a responder o questionário 606 casos, somente com os que tinham a intenção de compra para esta data. Resultando, respectivamente, uma margem de erro no geral de 3,3 p. p. e 4,0 p. p. para um intervalo de confiança a 95%. Foram ouvidos consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas (excluindo analfabetos) e que pretendem realizar compras para o dia das Mães deste ano.

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