Depoimento de Sergio Moro na PF tem duração de 8 horas

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Depoimento de Sergio Moro na PF tem duração de 8 horas

Sérgio Moro, agora ex-ministro da justiça, prestou um depoimento com duração de, pelo menos. 8 horas no último sábado (2). O depoimento foi concedido à Polícia Federal, em Curitiba, capital do Paraná.

Tendo início às 14h da tarde, as declarações do ex-ministro se prolongaram até às 22h40 da noite. Durante a madrugada de sábado para este domingo, Sérgio Moro acabou deixando a sede da PF, saindo pelos fundos, e não concedeu nenhuma entrevista.

Durante seu depoimento, hove indagações à respeito das acusações que foram levantadas contra o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, se caso ele já havia tentado fazer alterações na Policia Federal e nos inquéritos que eram abertos sobre sua família.

Isso foi mencionado há uma semana, quando Sergio Moro decidiu pedir demissão e disse isso em sua declaração na coletiva de imprensa.

STF aprova inquérito

O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou o inquérito, para que assim fossem investigadas as acusações, para que, assim, pudessem se confirmar como verídicas ou não. Caso todas as acusações feitas pelo ex-ministro da justiça sejam falsas, Sergio Moro poderá ter de responder por denunciação caluniosa e crimes contra a honra.

Mensagens foram apresentadas, também divulgadas na mídia, onde mostram Sergio Moro e Carla Zambelli, do partido PSL de São Paulo, nas quais mostram ambos conversando à respeito da permanência de Moro em seu cargo, quando Carla tentou convencê-lo de ficar e também se oferecendo para persuadir o presidente, já havendo tido exposta a situação.

Moro decidiu deixar seu cargo como Ministro da Justiça, quando o presidente Jair Bolsonaro resolveu mudar o comando da Polícia Federal, exonerando assim, Maurício Valeixo, considerado o ‘braço direito’ de Moro, que não concordou com a decisão e se retirou do Governo de Bolsonaro.

Na última quinta-feira, teria sido emitido ao STF um pedido de redução no tempo em que seria destinado à Moro, para que o mesmo fosse ouvido.

“A gravidade das acusações dirigidas ao presidente da República, […], leva a crer que o prazo de 60 (sessenta) dias para a realização da diligência em tela pode se demonstrar excessivo […] Nesse sentido, a elasticidade do prazo concedido pode redundar em iminente risco de perecimento das provas”. O pedido para que esse prazo fosse reduzido foi feito pelo senador Alessandro Vieira, e pelos deputados Felipe Rigoni e Tabata Amaral.

O ministro Celso de Mello foi quem determinou o depoimento, sendo o relator deste caso. O caso foi colhido pelos delegados da Polícia federal, todos presencialmente, e está sendo acompanhado pelos procuradores, sendo eles os autorizados pelo STF. Os nomes foram divulgados, sendo eles: Antonio Morimoto, Hebert Reis Mesquita e João Paulo Lordelo Guimarães Tavares.

Ainda em época de quarentena, devido à pandemia do coronavírus, o depoimento de Sérgio Moro obedeceu a ordem do distanciamento social, e mantiveram essa distância dentro da ampla sala em que o mesmo ocorreu. Segundo informações, cada um possuía também os equipamentos de Proteção Individual, os EPIs.

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